Mãe de primeira viagem… caindo na real!!!



Hoje, fazendo um balanço desses meus poucos meses desta nova profissão de mãe, posso afirmar com toda propriedade que esta é, realmente, uma experiência incrível e apaixonante. Porém, eu gostaria que as minhas colegas, amigas ou conhecidas tivessem chegado a mim dando conselhos e trazendo informações que fossem úteis quando meu filho nascesse. Na verdade, só me falavam as coisas boas de ser mãe, que fui descobrindo no dia a dia e continuo descobrindo os prazeres da maternidade. Por isso estou aqui para contar um pouco dos momentos depois que meu filho veio ao mundo.

Bem, primeiro eu passei minha gravidez inteira preocupada com o parto. Desde o primeiro momento eu queria o parto cesariano ao normal, pois eu nunca tive o perfil de esperar entrar em trabalho de parto, sofrer contrações por horas seguidas, entre outras coisas, apesar de ter a plena consciência dos benefícios do parto normal. Voltando as preocupações, eu morria de medo da anestesia, da agonia de ter que ficar 12 horas deitada sem mal poder me mexer, e o pior, sem comer. Tinha medo de o anestesista errar a tal vértebra e me deixar inválida, do corte da cirurgia, das dores pós parto...enfim.

Se eu soubesse que isso não era nada perto da agonia que passei para conseguir amamentar meu filho, eu tinha passado minha gravidez inteira me preparando psicologicamente para a amamentação e não para o parto. Meus problemas começaram porque meu filho não conseguia mamar, e eu tinha que tirar o leite para dar na mamadeira, dai as pessoas chegavam para me dizer que meu filhote era preguiçoso e eu ficava doente com esse tipo de comentário. Eu não poderia deixá-lo com fome, e se eu tivesse que passar os seis meses tendo que tirar o leite para alimentar meu filho, eu iria fazer. Onde já se viu dizer que um bebê é preguiçoso? Uma criaturinha que mal nasceu e não sabe nada de nada?

Além disso, meu leite empedrou, depois quase secou e depois tive mastite, e por conta disso, passei quatro dias tendo febre alta e tive que tomar quatro caixas de antibiótico. Com muita insistência consegui fazer meu filho mamar com a ajuda de um bico de silicone, porém o bico feriu muito meus seios e esse realmente foi um sofrimento. Fiz de tudo para cicatrizar os seios: casca de banana, pomada de lanolina, conchas de amamentação para os bicos dos seios respirarem, óleo de copaíba (este último não aconselho, pois fede muito e quase não conseguia tirar esse cheiro do peito).  Cada mamada eu subia até o céu de dor e esse sofrimento durou até meus seios calejarem.

Ninguém nunca me disse que amamentar era difícil, mas eu bem sei que isso varia de caso para caso, de mãe para mãe. Tenho uma amiga que não sofreu para amamentar o primeiro filho, mas sofreu bastante com o segundo.


Outro sufoco que passei foi quando minha mãe voltou para casa dela e meu marido voltou ao trabalho e eu me vi sozinha em casa com uma criança de um mês para cuidar. Eu não tinha hora para o café, nem para usar banheiro, nem para o banho pois eu só podia fazer quando conseguia colocar meu filho para dormir, e ainda na hora de comer engolia a comida com medo de Pedro acordar de repente. No banho, eu praticamente passava correndo debaixo do chuveiro. Banho demorado nem pensar! Lavar a cabeça só se tivesse alguém em casa para olhar o bebê... E por ai vai.

Ainda tem muitas coisas que passei, mas que devo ir contando para vocês a cada conversa aqui no Blog. Mas não pense que eu quero assustá-las, não é isso, mas compartilhar com vocês essa minha experiência e contar a realidade dos fatos. Realmente, isso é algo que ninguém chega para nos contar quando estamos grávidas. 

Um mega conselho que eu quero te dar: você que vai ser mãe, tenha uma pessoa para te ajudar nos afazeres de casa, ou nos cuidados do bebê, porque realmente é cansativo essa rotina inicial e um pouco estressante também. As pessoas ao nosso redor tem que ter muita paciência com a gente pois é uma fase em que nós temos que nos adaptar a rotininha do bebê e não o bebê a nós. E até que a gente se acostume, é bem cansativo.

No inicio não é fácil, mas com o passar do tempo as coisas vão se encaixando e depois a gente descobre que ser mãe é a melhor coisa da vida! É um amor que não tem tamanho e só cresce. E você que também já foi mãe, como foi sua experiência??

Beijos

 Adrilúcia Gonçalves, 30 anos, casada
Analista de Sistemas & Mãe

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