Dicas para a escolha da creche


Olá Divinas!

Recentemente minha licença maternidade acabou e tive a dura tarefa de me “separar” do meu pequeno. Para isso, foi toda uma preparação psicológica e muita procura para o berçário ideal. Assim como eu, sei que muitas mães precisam deixar seus filhotes em creches/berçários para voltar a realidade (trabalhar).

Posso adiantar que esta separação foi muito sofrida, pois no primeiro dia, meu pequeno com apenas quatro meses chorou muito, parecia compreender que haveria uma separação e não queria ficar lá, pois só bastava ele sair do meu braço e começar a chorar. Com o passar dos dias o Pedro foi se adaptando. Eu, como mãe, sofri bastante e chorei muito, mas pude contar com o apoio de várias pessoas neste novo processo da profissão mãe. Mas este detalhe da adaptação contarei em outro post mais a frente.

Diante desta experiência, resolvi escrever esta matéria com dicas de como escolher a creche ideal para seu filhote. As principais dicas são:

  • Não sabe por onde começar? Peça referências de creches as amigas, pois você já vai começar a visitar locais já aprovados por pessoas que você conhece;
  • Identifique se a creche é legalizada, se possui alvará de funcionamento junto à prefeitura;
  • Comece a pesquisar o quanto antes os berçários, para não deixar para ultima hora. Lembre-se que é seu filho quem vai ficar lá, então tente achar um local que o acolha bem;
  • Ligue paras as creches para saber se precisa marcar uma visita ou se pode ir qualquer dia;
  • Certifique-se que durante a visita você terá acesso à todas as instalações, conhecendo cada lugar;
  • Veja se o local é espaçoso, arejado e se possui ventilação. Pois crianças confinadas em locais pequenos e o tempo todo climatizado, o risco de adoecer é bem maior;
  • Veja a questão da limpeza, da escola como um todo e da sala do berçário. Verifique as condições dos banheiros e de onde os pequenos tomam banho e fazem a troca de fraldas, assim como as condições dos brinquedos e a limpeza dos mesmos;
  • Conheça o refeitório e a forma de como são preparadas as comidinhas, e também, de como é feita a esterilização das mamadeiras;
  • Procure saber a procedência dos alimentos servidos na creche, assim como as frutas;
  • Repare se cada bebê possui um berço fixo e se a sala dos bebês é separada da sala das crianças maiores, pois as doenças variam de acordo com a faixa etária, e veja também se os funcionários dos berçários atendem apenas as crianças dos berçários;
  • Identifique se existe muita rotatividade na equipe, o que pode afetar emocionalmente as crianças;
  • Observe a quantidade de berçaristas por crianças, o ideal é que seja uma cuidadora para até três crianças;
  • Tome nota das informações nutricionais, se a creche possui nutricionista e cardápio adequado para a alimentação das crianças;
  • Verifique se o local é seguro, se não existem tomadas baixas e desprotegidas, se os móveis são adequados ou protegidos para as crianças não se machucarem e se existe local para estimulação das crianças;
  • Tente conversar com outras mães que possuem filhos no berçário que você está visitando, para saber o nível de satisfação delas;
  • Analise como você foi recebido ao visitar a creche, em uma creche que eu visitei, a moça que estava apresentando as instalações me disse: “Nossa, nunca recebemos um bebê tão novinho, o mais novo aqui tem sete meses”. Entrelinhas ela quis dizer: “Não traga seu filho para cá, pois não saberemos como cuidar dele”. Não preciso nem dizer que esta creche foi excluída da minha lista;
  • Além disso, veja se você terá livre acesso à creche e se existe liberdade de diálogo entre você, os funcionários e os proprietários da creche, fazendo com que você possa se expressar da melhor forma e se eles estão abertos a te atender sempre que possível;
  • Verifique se a creche possui câmeras de segurança, e se os pais podem acessar as câmeras de casa para ver o filho, pois poder ver o bebê sempre que a saudade apertar, te dá mais segurança, ameniza a saudade e a angustia da separação;
  • Procure escolher um local próximo ao seu trabalho, facilitando os horários da amamentação ou a visita sempre que possível;
  • E um quesito muito importante, procure não se atrair pela creche apenas pelo valor da mensalidade. Às vezes o barato pode sair caro. Procure não ver só o lado financeiro, coloque na balança todos os pontos acima e mais alguns que você achar adequado antes de escolher a segunda casa do seu filhote.
A creche ideal na minha humilde opinião é aquela que te deixa à vontade, que te recebe bem e te trata como se fosse de casa. O que contou bastante na minha escolha foi a limpeza e ventilação do local, assim como a quantidade de crianças no berçário, pois quanto menos criança, melhor, e menos risco de doença. Digo isso, pois espaços pequenos propiciam a criança adoecer com mais facilidade, caso algum dos bebês esteja doente.

E para finalizar e um item de muita importância, a primeira impressão que você tem do local é realmente a que fica. Confie no seu instinto de mãe e nas suas primeiras impressões. O local é agradável? Parece limpo? As crianças estão brincando tranquilas e felizes? O cheiro de comida sendo preparada é do seu agrado e dá vontade de comer? E principalmente, você consegue imaginar seu filho ali? Se sua resposta for sim para todas estas questões, pode ter certeza que estará no caminho certo.

Boa sorte da escolha da creche do seu filhote.

Você tem mais alguma dica a acrescentar? Fique a vontade para dar a sua opinião!

Beijos e até a próxima!


 Adrilúcia Gonçalves, 30 anos, casada
Analista de Sistemas & Mãe

Comentários

  1. Sei que irei passar por isso, mais irei aproveitar enquanto o bebe ainda está na minha barriga... Sei que é difícil, mas tem que acontecer né?!?! Quando minha irmã tomou essa decisão ela chorava bastante, mais com o tempo se adapta... ou oramos para que nosso marido seja bastante próspero e aí ficamos em casa sendo mães.

    Como sou do M.Infantil agente acaba vendo e lendo muitos testemunhos desse tipo e um me chamou muito atenção, ela é de São Paulo e era uma executiva e ganhava mais que o marido(os dois são cristãos) e tendo 2 filhas não podia sair do trabalho, pois o marido não teria condições de levar tudo só, e um dia quando ela chegou em casa e foi falar com as filhas uma delas já estava chamando a babá de mãe, ela sofreu, mais não ficou quieta, foi orar e hoje o marido ganha o total que ela e ele ganhavam na época e hoje ela diz que nasceu para ser mãe e nunca se arrependeu do que fez. Uma decisão bem difícil, mais Deus a ministrou primeiro.

    Beijos divinas....

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