Razões e Emoções: Piloto Automático



O dia-a-dia, os planos, os trabalhos e obrigações me fazem entrar num estado de piloto automático. Nesse estado eu me torno um ser mecânico, medido por produtividade, estressado, muitas vezes sem energia, reabastecido por café, lanches e cochilos pós almoço.

O meu piloto automático só desliga quando anoitece, quando coloco a cabeça no travesseiro. E não é toda noite. Mas, especialmente a noite, minha mente volta a funcionar. Começo a pensar na vida, na minha família, em Deus.

Quantas vezes passamos pela dor e não a enxergamos. Passamos ao lado de pessoas sem pensar, sem refletir no que elas tem vivido. E esse alguém muitas vezes é de dentro de casa, não um colega de trabalho.

Enxergamos pai, mãe e irmãos apenas como pai, mãe e irmãos e esquecemos que eles, como nós, são pessoas, indivíduos com anseios, dores, expectativas.

Quando minha ficha cai, e começo a pensar nos meus próximos, na minha família, me vem um desejo de orar por eles, de cuidar deles. Penso em Deus e se minha vida faz sentido para Ele. Se tenho cumprido minha missão. Se consigo tirar um sorriso de Deus.


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