Comprar ou não comprar? Como eu venci a compulsão.




Olá divinaaaxs,

quem nunca se rendeu a uma bela calça jeans que não precisa, não é mesmo? E aquele batom que a cor é parecida, mas não é igual ao que você comprou semana passada? E a blusinha que está com desconto maravida? Ah, e aquela sandália dos seus sonhos que você só vai usar uma vez e vai desistir dela?

Semana passada eu estava participando de um grupo de partilha sobre compulsão e tive a oportunidade de falar um pouco sobre como eu venci a compulsão por compras.
O meu primeiro passo para vencer a compulsão foi admitir que eu tinha um problema. Siiiim, eu tinha um grande problema, eu estava com cartões de crédito estourados e com uma vontade imensa de comprar coisas que mais pareciam estar constantemente me seduzindo. 
Inicialmente eu comprava coisas que eu achava que precisava, depois eu comprava somente por comprar, as vezes eu sequer usava, ficavam lá, penduradas no guarda-roupas com etiquetas a mostra e nenhuma vontade de vestir.

Não sei bem ao certo porque eu tinha tanto cartão de crédito se eu sequer podia pagar por eles, mas eu tinha vários cartões de lojas de departamento e o cartão do banco, nenhum deles me parecia ter limite o suficiente para o quanto eu queria comprar. A cada briga com o namorado, com a mãe, a vizinha, a tia, o periquito ou o papagaio, lá estava eu, comprando. Era como se a compra fosse preencher um vazio e me trazer uma sensação de alivio instantâneo, eu não conseguia perceber que o problema continuaria no mesmo lugar, na verdade, seria piorado pela fatura que chegaria no mês seguinte junto com o sentimento de culpa. E, sim, a culpa era tanta que eu escondia as sacolas. Eu não sei que sentido havia em esconder as sacolas já que eu quem pagava pelas coisas, mas lá estava eu toda semana escondendo sacolas.

Foi então que conheci um grupo com reuniões semanais de partilha sobre o problema, e, então, eu consegui entender e admitir que eu tinha um problema, que eu era impotente diante dele e que eu precisava de ajuda para superar.

A partir disso, consegui entender o quanto comprar sem necessidade me afundava ainda mais em problemas, porque eu estava comprando coisas que eu não precisava, com dinheiro que eu não tinha, para suprir problemas emocionais não tratados e alimentando um imenso sentimento de culpa. 
Nesse período eu precisei me redescobrir, com o grupo de partilha eu aprendi a encontrar prazer em outras coisas (que não nas compras), no meu caso eu encontrei prazer em projeto assistencialistas da minha igreja, entregar lanche aos moradores de rua, dependentes químicos, visitar lar de idosos, casas de apoio à mulheres, ir para o sertão e participar voluntariamente de outros projetos independentes da minha cidade, atividades que me fizeram enxergar a realidade social ao meu redor e a ter prazer em fazer algo para mudar a realidade do próximo. Quando enxergamos a realidade a nossa volta, percebemos que as coisas materiais são tão pequenas perto do que realmente importa na vida.
Eu descobri que posso encontrar prazer em outras coisas que não as compras, e, principalmente, aprendi a enfrentar os meus problemas ao invés de deixa-los me dominar. Me esconder atrás de um cartão de crédito nunca iria curar as minhas dores.

Clarooooo que eu amo comprar, quem nunca? Mas, aprendi a ter um único cartão de crédito, meu limite é bem abaixo dos meus ganhos mensais, optei por fazer a maior parte das minhas compras á vista para ter um controle melhor das finanças e a comprar apenas o que é necessário. Tá, que as vezes eu compro coisas desnecessárias porque estou com vontade, mas não tenho mais o sentimento de culpa por estar comprando além das minhas possibilidades financeiras ou pra suprir um vazio emocional.

Passar por isso me fez ser totalmente desapegada materialmente, hoje tenho prazer em doar e sempre troco roupas com as minhas amigas próximas, durante esse processo eu passei por experiências maravilhosas de amadurecimento e vi que na mesma proporção em que me disponho a regularmente limpar meus armários para doação, Deus me retribui com novas possibilidades. Faça o teste.

Abre o seu armário e separa as coisas que você não tem usado regularmente, escolha uma ong ou até mesmo pessoas próximas que estão necessitando, doe. Tenho certeza que além da sua alegria em ver o sorriso estampado no outro e do sentimento de dever cumprido, você vai experimentar uma linda experiência de retorno (uns chamam de lei do retorno, eu chamo mesmo de Deus retribuindo o bem que fazemos ao próximo).

Aproveite o momento para pegar as peças que você resolveu ficar mas não tem usado regularmente e colocar na frente do seu armário, procure combinar elas com peças que estão na sua rotina e tchaaaãrãm, você vai ver que tem muitas peças legais que não usa e poderiam fazer parte de novas combinações nos seus looks.

Sabe, eu já desisti daquela história de guardar roupas para usar em ocasiões especiais, nós temos que aprender que todos os nossos dias são únicos e especiais e merecem o nosso melhor. 





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